segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Estou postando aqui os trechos que achei mais importantes para a compreensão do que nos traz o capítulo V do ESE, "Bem-aventurados os aflitos", para ajudar nas abordagens do nosso trocando idéias. E que deve ser lembrado para que também possamos encarar as dificuldades que a vida pode ter, pois tem a finalidade de sermos felizes e aprendermos à amar, que é o objetivo de Deus e das reencarnações!:)

PS: Depois postarei os comentários e mais coisas à respeito desse capítulo!

JUSTIÇA DAS AFLIÇÕES
3. As compensações que Jesus promete aos aflitos da Terra só podem realizar-se na vida futura. Se Deus é soberanamente bom e justo, ele não pode agir por capricho e nem com parcialidade.

As vicissitudes da vida, portanto, devem ter uma causa e, porque Deus é justo, essa causa deve ser justa também.

CAUSAS ATUAIS DAS AFLIÇÕES

4. Os acidentes desfavoráveis da vida são de duas espécies, ou, se você preferir, originam-se de duas fontes bem diferentes, e que é importante distinguir: alguns têm a sua causa na vida presente e outros têm a sua causa fora desta vida.

Quantos não são os homens que caem por sua própria culpa!
São vítimas de sua imprevidência, de seu orgulho e de sua ambição!

Os sofrimentos, que decorrem do erro, são para o homem uma advertência de que ele andou mal.

O Sol, porém, se levantará no dia seguinte para o obreiro, e uma nova jornada
começará, permitindo-lhe reparar o tempo perdido.

CAUSAS ANTERIORES DAS AFLIÇÕES

Se tomarmos tais misérias como um efeito que há de ter uma causa e, admitindo-se que Deus é justo, a causa que dá origem a tantos sofrimentos também há de ser justa.
Sabendo-se que todo efeito tem, antes de si, a sua causa geradora, e se a causa de tais misérias não se encontra na vida atual, ela estará numa existência anterior a esta vida, ou seja, há de estar
numa existência precedente.
Eleve-se, porém, pelo pensamento, ao ponto de apreender uma série de existências, e você verá que a cada um é dado o que merece, sem prejuízo do que lhe caberá na espiritualidade, e verá
que a Justiça Divina jamais falha.

ESQUECIMENTO DO PASSADO
11. É em vão que se alega ser o esquecimento do passado uma dificuldade para que se possa aproveitar da experiência acumulada das existências anteriores.

Se Deus lançou um véu sobre o passado, é que isso deve ser útil. Essa lembrança, por certo, traria gravíssimos inconvenientes. Em certos casos, essa lembrança poderia
humilhar-nos. Noutros poderiam exaltar-nos o orgulho. Por isso entravaria o nosso livre-arbítrio.

MOTIVOS DE RESIGNAÇÃO
12. Por estas palavras: Bem-aventurados os aflitos, porque eles serão consolados, Jesus indica a compensação que hão de ter os que sofrem e, ao mesmo tempo, a resignação que nos faz bendizer o sofrimento como os primeiros passos da cura.

INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS:
BEM E MAL SOFRER

Quando você for visitado pela dor ou pela contrariedade, coloque-se acima delas. E quando você dominar os impulsos da impaciência, da cólera ou do desespero, diga, com justa satisfação:
"Eu fui o mais forte!".


Bem-aventurados os aflitos, poderá, então, ser traduzido da seguinte forma: Bem-aventurados são os que têm a oportunidade de provar sua fé, sua firmeza, sua perseverança e sua submissão à vontade de Deus porque esses terão centuplicada a alegria que lhes falta sobre a Terra e após o árduo trabalho, lhes virá o repouso. (Lacordaire, Havre, 1863.)

O MAL E O REMÉDIO

Vocês todos que vieram aí viver, aguardem lágrimas ardentes e expiações amargosas e, quando mais agudas e profundas forem as suas dores, voltem os olhos para o céu e bendigam o Senhor, por ter querido prová-los!

Vocês, que mais sofrem, considerem-se os bem-aventurados
da Terra.
Quando vocês estavam na espiritualidade, como desencarnados, vocês mesmos escolheram o seu sofrimento, porque vocês se sentiam suficientemente fortes para suportá-lo.
Por que queixar-se agora?

O Cristo lhes disse que a fé transporta montanhas. E eu lhes digo que todo aquele que sofre e que tiver a fé por apoio ficará sob a proteção do Senhor e não sofrerá demais.

Os momentos das mais fortes dores serão, para quem se apóia na fé, as primeiras notas de
alegria da eternidade. A sua alma se desprenderá de tal maneira de seu corpo que, enquanto este se torcer em convulsões, ela planará nas regiões celestes, bendizendo, com os Espíritos benfeitores, a glória do Senhor.
Felizes os que sofrem e choram! Que as suas almas se alegrem, porque elas serão amparadas por Deus. (Agostinho, Paris,
1863.)

A FELICIDADE NÃO É DESTE MUNDO

E os seus esforços e as suas tendências farão vocês um dia gravitar ao encontro deles, quando estiverem suficientemente purificados e aperfeiçoados.
Não deduzam, contudo, das minhas palavras que a Terra esteja sempre destinada a ser um cárcere! Certamente que não farão essa dedução! Da evolução já alcançada vocês poderão facilmente deduzir o progresso futuro.

Dos avanços sociais conseguidos, serão ali fecundados outros avanços mais. Essa é a tarefa imensa que deverá ser executada pela nova doutrina que os Espíritos lhes revelaram.
Meus queridos filhos, para essa tarefa, que um santo estímulo os anime e que cada um de vocês se despoje do homem velho.
Entreguem-se, por inteiro, à divulgação do Espiritismo, que já deu começo com a sua própria regeneração. Este é um dever que vocês têm, de fazer com que os seus irmãos de humanidade desfrutem também dos raios da sagrada luz.
Mãos à obra, meus muito queridos filhos! Que nesta reunião solene todos os seus corações aspirem a este objetivo grandioso de preparar para as futuras gerações um mundo em que a felicidade não seja uma palavra vã. (François
Nicolas Madeleine, cardeal Morlot, Paris, 1863.)

PERDA DE PESSOAS AMADAS. DESENCARNAÇÕES PREMATURAS

Questionamento sobre as mortes prematuras e de “boas pessoas”.

Vocês, Espíritas, vocês sabem que a alma liberta vive melhor. Mães, vocês sabem que seus filhos bem-amados estão perto de vocês. Sim! eles estão muito mais próximos de seu coração! Seus corpos fluídicos envolvem a vocês, os pensamentos deles lhes dão proteção.

A doce lembrança que deles vocês guardam os enche de alegria. Por outro lado, porém, as suas dores, por não terem motivo justo, os levam ao sofrimento, porque tais dores revelam uma falta de fé e são um grito de revolta contra a vontade do Pai Celestial.
Vocês que compreendem a vida espiritual, escutem as pulsações de seus próprios corações, chamando esses entes bem-amados. E se vocês pedirem a Deus que os abençoe, vocês sentirão em vocês mesmos o poder das consolações que enxugam as lágrimas; sentirão em vocês mesmos a grandeza das aspirações que lhes revelarão o futuro prometido pelo soberano Mestre Jesus. (Sanson, ex-membro
da Sociedade Espírita de Paris, 1863.)

SE FOSSE UM HOMEM DE BEM, TERIA MORRIDO

OS TORMENTOS VOLUNTÁRIOS

Essa felicidade
lhe seria possível, se ele não a procurasse entre as coisas perecíveis e
sujeitas às mesmas contrariedades, ou seja, ele a procura nos gozos
materiais.

A VERDADEIRA INFELICIDADE

A verdadeira infelicidade está mais nas conseqüências dessas situações, do que em cada uma das situações em si.

Assim é que para apreciar o que é realmente feliz ou infeliz para o homem, é necessário transportar-se para além desta vida, porque é lá que as conseqüências se fazem sentir. Tudo o que se chama miséria, segundo a curta visão humana, cessa com a vida terrena e tem sua
compensação na vida futura.

A MELANCOLIA
25. Você sabe por que uma vaga tristeza invade o seu coração e o faz sentir a vida amarga? É o seu Espírito que aspira à felicidade e à liberdade! Ligado ao corpo que lhe serve de prisão, ele se esgota no vão esforço que faz para libertar-se.

Resista, porém, com energia a essas sensações que enfraquecem a sua vontade. Lembre-se de que você tem a cumprir uma missão, durante as suas provações sobre a Terra, e essa missão, da qual você não pode duvidar, será pela sua dedicação à família, será pelo desempenho dos diversos deveres que Deus lhe confiou.


Enfrente as adversidades bravamente. Elas são de curta duração e irão conduzi-lo ao encontro dos amigos, pela companhia dos quais você chora. Esses amigos se sentirão felizes por vê-lo de novo entre eles e lhe estenderão seus braços para conduzirem você a uma região onde não têm acesso as aflições da Terra. (Francisco de Genebra, Bordéus.)

PROVAS VOLUNTÁRIAS. O VERDADEIRO CILÍCIO

As provações têm por finalidade útil o desenvolvimento da inteligência e, também, o despertar da paciência e da resignação.

· PÔR FIM NAS PROVAS

Já lhes dissemos, e repetimos muitas vezes, que vocês estão neste mundo de expiações para concluírem as suas provas. Também já dissemos que tudo o que lhes acontece é uma conseqüência de suas vidas anteriores. Vocês pagam os juros da dívida de amor que têm a resgatar.
Considerem-se todos, sempre, como um instrumento para fazer cessar a dor. Que os seguintes princípios iluminem seus atos: todos vocês estão na Terra para expiar, mas todos, sem exceção,
devem empregar todas as suas energias para abrandar a expiação de seus irmãos, segundo a lei do amor e da caridade. (Bernardino, Espírito Protetor, Bordéus, 1863.)

· ABREVIAR A VIDA DE UM DOENTE

A qualquer extremo que chegue uma agonia, ninguém pode dizer com absoluta certeza que a derradeira hora lhe é chegada.
Abrandem os últimos sofrimentos do enfermo, o quanto vocês puderem. Guardem-se, porém, da idéia de abreviar-lhe a vida, mesmo que seja por um minuto, porque esse minuto pode evitar
muitas lágrimas no futuro espiritual daquele que parte. (Luís, Paris, 1860.)

·SACRIFÍCIO DA PRÓPRIA VIDA

Que o homem se entregue à morte por si mesmo ou busque a morte por outros meios, a sua finalidade será sempre abreviar a sua vida e, por conseqüência, se não há um suicídio de fato, há um suicídio intencional.
A idéia de que a sua morte servirá a qualquer coisa útil é uma
ilusão.

· PROVEITO DOS SOFRIMENTOS PARA OUTROS
Estes sofrimentos podem tornar-se proveitosos para os outros, material e moralmente.
Materialmente serão proveitosos para outros se, pelo trabalho, pelas privações e pelos sacrifícios que se impõem a si mesmos aqueles que sofrem, eles contribuírem para o bem-estar material de seu próximo.

Serão proveitosos moralmente, pelo exemplo que dão de sua submissão à vontade de Deus. O exemplo da força da fé espírita pode induzir os infelizes à resignação, salvando-os do desespero e de suas funestas conseqüências para o futuro. (Luís, Paris, 1860.)

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