sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Uma mensagem sobre o capítulo Evangelho - Capítulo V - Bem-aventurados os Aflitos:

Muitas vezes, a vida se mostra difícil, e o maior desafio do homem é encontrar a total aceitação para as suas dores.
As aflições, a angústia e os sofrimentos sempre surgirão em nossas vidas, porém nem todos
sabem aceitar.
Após aceitarmos as perdas, os obstáculos e as dificuldades, passamos um período “digerindo”
as nossas dores. São nesses momentos em que somos chamados a lutar e buscar com fé e
esperança, a renovação da vida, das relações e dos novos caminhos.
Enquanto não aprendermos a lidar com o desapego, seja ele de ordem material ou emocional,
jamais conseguiremos a evolução e o crescimento.
O desapego nos permite repousar a alma em paz, pois para aquele que não usa do desapego,
a dor se torna infinita, e os obstáculos intransponíveis.
Só há dentro de nós, um único local intocável pelos fatos do mundo concreto e material que
se apresentam em nossas vidas, bombardeando os nossos cérebros de medo, aflições e
acontecimentos que se tornam desesperadores.
Aprendamos que esse local só é tocado por Deus, e se chama alma.
Saibamos distinguir os bens do mundo material e espiritual; compreendamos que o que é
oferecido atualmente pelos homens, como padrão de bem-estar e felicidade, está longe de consolar
as nossas aflições.
No mundo material pode haver muitas misérias e aflições, guerras e trágicos acontecimentos,
mas se repousamos na paz interior, ao menos haverá um lugar seguro.
A nossa alma é a única que não se vende ao mundo material, exceto quando ela está
corrompida pelos sentimentos de apego, orgulho e vaidade.
Quando a nossa alma se encontra vinculada ao nosso mundo externo e material, ela está
contaminada por uma série de sentimentos negativos que nos afastam dos ideais do Cristo.
A vaidade, a inveja, o orgulho e a arrogância, fazem com que a nossa alma não seja tocada
por Deus, e se ela não é tocada pelo Pai, padecer e desistir da vida passam a ser opções dos fracos
de moral e de caráter.
A única riqueza que possuímos é a pessoa verdadeira que somos; esse valor da alma não é
medido em moeda ou peso, ele é reconhecido pela quantidade de amor que doamos, e que nos é
dirigido por nossos amigos e irmãos.

Mais vale sermos amados por uma única pessoa, pelos nossos verdadeiros valores, do que
sermos amados por muitos pelo que representamos materialmente na sociedade.
O que se mede e que realmente tem valor em nossas vidas, é quando mantemos a nossa
moral e o nosso caráter em pé perante as aflições.
As tentações vêm como serpentes venenosas, dispostas a corromperem as nossas almas,
fazendo com que nos aproximemos dos sentimentos primitivos.
Manter a fé, a coragem, a moral e a paz interna, perante as aflições não é para qualquer
homem na Terra, é somente para aqueles que permanecem na consciência de que as verdadeiras
riquezas se encontram na alma, essas ninguém retira, somente são distribuídas.
Par manter a paz interna, é preciso que o indivíduo possua fé absoluta no bem, na certeza de
que vencendo as dificuldades no silêncio, uma mão há de aparecer para lhe socorrer, pois Deus não
desampara nenhum de seus filhos.
Infelizmente, sempre queremos a paz e a felicidade pelos caminhos mais fáceis e cômodos.
Esqueçamos o fator facilidade e comodidade, pois se aqui na Terra estamos, resgate e
crescimento nos aguardam.
Há muito que aprender, não queiramos achar que somos evoluídos, ou que a evolução se faz
sem provas e sem dores.
É preciso preencher a alma de esperança e fé. O que de verdade possuímos é o fluido vital e a
vida eterna, e a nossa alma levará da Terra, somente as virtudes da moral e do caráter.
Enquanto nós homens relutarmos para aceitar que os espinhos fazem parte das nossas vidas,
seremos totalmente infelizes.
A fé racional, a humildade e o esforço são requisitos indispensáveis, para que sejam
derramados bálsamos de cura nas dores e aflições que marcam profundamente as nossas almas.
Obrigado.
(psicografada por Maria Cecília Cyrino Moreira)

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